No episódio do podcast É da Nossa Conta! exibido nesta segunda-feira, 9 de março, Paulo Cavalcanti recebeu Jorge Freire para uma conversa franca sobre empreendedorismo, compromisso social e o papel de quem decide agir para melhorar a vida coletiva.
Administrador, empresário e conselheiro da Fundação Paulo Cavalcanti, Jorge costura sua trajetória profissional com uma visão clara: empreender não é apenas criar negócios, mas atender necessidades reais e servir à comunidade. Em um dos trechos centrais da conversa, ele resume essa perspectiva ao afirmar:
“Você se sente motivado a prestar um serviço para que a pessoa que está do seu lado esteja melhor, para que a comunidade onde você pertence seja melhor.”
Ao longo do episódio, Paulo relembra passagens da caminhada empresarial de Jorge, desde os primeiros negócios ainda muito jovem até experiências em setores como química, comunicação, call center, energia solar, educação e consórcios.
O fio que costura essa trajetória, no entanto, não está apenas na inovação. Está na inquietação de quem enxerga problemas e se sente chamado a buscar soluções.
“Esse é o espírito de quem empreende de verdade”, observa Paulo Cavalcanti ao comentar a trajetória do convidado.
Empreender para servir
Um dos pontos centrais da conversa é justamente a ideia do “espírito de servir”, apontada por Jorge Freire como motor de sua atuação. Para ele, há uma motivação profunda em prestar um serviço que ajude o outro a viver melhor e torne mais saudável a comunidade à qual se pertence. Paulo reforça essa leitura ao destacar que esse impulso de servir define o empreendedor de verdade; não o oportunista, mas aquele que quer deixar a vida mais simples, mais digna e mais útil para os demais.
Nesse trecho, o episódio ganha densidade ao ligar inovação e responsabilidade. A conversa mostra que o empreendedorismo, quando guiado por valores, pode ser ferramenta concreta de transformação social. Não se trata de discurso de vitrine, mas de atitude, coragem e disposição para fazer.
“A educação é o caminho, a grande via de transformação”, afirma Paulo, ao defender a formação cidadã como base para mudanças mais profundas no país.
Educação, cidadania e conexão entre quem já faz
Outro eixo forte do episódio está na defesa da educação como via de mudança e na crítica à fragmentação de tantas iniciativas relevantes espalhadas pelo país. Paulo e Jorge lembram experiências ligadas à editora Humanidades e a projetos educacionais voltados à formação crítica de crianças e jovens, sempre com foco em valores, inclusão e construção de consciência.
É nesse contexto que surge com força a proposta da Rede Via Cidadã. O episódio destaca a criação da rede como uma iniciativa necessária para integrar pessoas, instituições, empresas e projetos que já produzem cidadania no Brasil, mas ainda atuam de forma dispersa, sem articulação suficiente. A crítica é direta: não falta gente boa, não faltam ideias, não faltam experiências bem-sucedidas. Falta conexão.
Ao defender uma “pauta de país”, Jorge Freire aponta para a necessidade de reunir forças em torno de temas estruturantes, como educação, saúde, ética pública e participação cidadã.
“Você não está reinventando a roda. Tem muita gente boa no país produzindo cidadania. O que nos falta é a integração dessas pessoas”, diz Paulo.
Jorge segue na mesma linha:
“Acho que uma das grandes ações que a gente pode fazer é dar o exemplo, é dizer: ‘Pode ser feito e, quer ver que pode ser feito? Eu estou fazendo’.”
Ao reforçar o chamado à participação cidadã, Paulo resume o espírito do episódio:
“O futuro do Brasil é da nossa conta, e ele começa agora.”