Paulo Cavalcanti lança candidatura à presidência da FACEB e defende alternância e fortalecimento do associativismo baiano

Por: Fundação Paulo Cavalcanti

26/02/2026

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Atual presidente do Conselho Superior da Associação Comercial da Bahia propõe renovação institucional, integração estratégica e mais força política para as associações comerciais do estado.

O presidente do Conselho Superior da Associação Comercial da Bahia (ACB), Paulo Cavalcanti, colocou oficialmente seu nome à disposição para presidir a Federação das Associações Comerciais e Empresariais da Bahia (FACEB). A decisão foi comunicada por meio de carta dirigida aos presidentes das associações comerciais do estado.

Na mensagem, Paulo afirma que sua candidatura não nasce de disputa pessoal, mas de “responsabilidade” e “amadurecimento institucional”. Ele reconhece a trajetória do atual presidente da Federação, Clóvis Cedraz, mas destaca que o próprio dirigente já havia sinalizado publicamente o desejo de iniciar um processo de sucessão.

“Não se trata de enfrentamento. Se trata de maturidade democrática. Eu acredito que nenhuma instituição deve se confundir com uma pessoa”, afirmou.

Paulo Cavalcanti presidiu a Diretoria Executiva da ACB no biênio 2023–2025 e atualmente comanda o Conselho Superior da entidade, a mais antiga do Brasil, fundada em 1811. Também atua como coordenador na Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), onde tem defendido maior presença do associativismo nacional, inclusive com a proposta de criação do Dia Nacional do Associativismo.

Na carta, ele questiona o atual nível de articulação das associações comerciais baianas diante dos desafios enfrentados pelo setor produtivo. “Nós temos 417 municípios na Bahia. Quantas associações estão fortes, estruturadas e influentes? Estamos fortes o suficiente?”, provocou.

Ao comparar a Bahia com estados como Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás, Paulo defende que o estado pode alcançar um patamar mais estratégico e integrado de atuação federativa.

Entre as propostas apresentadas estão:
• mandato com limite definido;
• alternância como princípio institucional;
• fortalecimento das associações municipais;
• expansão do associativismo no interior;
• integração estratégica da Bahia à articulação nacional da CACB;
• defesa ativa das prerrogativas da função social da empresa, previstas na Constituição.

Para ele, o associativismo precisa assumir postura mais firme diante de temas como insegurança jurídica, decisões econômicas que impactam o ambiente de negócios e a relação com executivos municipais.

“Assim como a OAB defende as prerrogativas do advogado, nós precisamos defender as prerrogativas do empreendedor. O empresário não luta sozinho”, destacou.

A candidatura é apresentada como um chamado à responsabilidade coletiva das lideranças municipais. “Se queremos exigir maturidade do Brasil, precisamos praticar maturidade dentro de casa”, escreveu.

Ao final, Paulo resume o sentido do movimento: “Não é por vaidade. É por dever. A transformação que queremos para o Brasil começa dentro das nossas próprias instituições.”