O Brasil que faz e não se acomoda

Por: Fundação Paulo Cavalcanti

03/11/2025

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Participação cidadã, transformação nas comunidades e a força do Brasil que constrói sem esperar governos nem salvadores da pátria.

O Brasil está cheio de gente descrevendo problemas e apontando culpados. Isso nunca faltou. O que falta é mais gente que arregaça as mangas e participa. Não falo de participar como slogan de campanha ou discurso bonito, mas de agir no dia a dia. Não apenas reclamar do Estado, mas assumir o próprio papel dentro dele.

Nos últimos dias, o Movimento Via Cidadã esteve no Beiru/Tancredo Neves, um dos maiores territórios populares da Bahia e do Brasil, para acompanhar de perto as iniciativas do educador e pedagogo Jean Santos. Um cidadão que encarna, na prática, o nosso lema “Pau na Máquina”.

Enquanto parte do país segue ocupada em criticar de longe, tem gente transformando realidades. Jean está ali há quase vinte anos. Com instrumentos simples, estrutura em obra, rotina dura… mas com resultados concretos. Crianças aprendendo disciplina, jovens descobrindo que podem mais, comunidade criando vínculos, território ganhando confiança. Não é narrativa; é prática.

E essa visita não foi fato isolado. Faz parte de um processo maior que estamos consolidando juntos, em comunhão: redes de cidadania, observatórios de educação, diálogo com escolas, encontros com comunidades, articulação com quem empreende, com quem educa, com quem cuida. Em Brasília, em Salvador, em universidades, em empresas, em bairros populares, em organizações sociais que poucos enxergam, mas que sustentam o país na base.

Muita gente me pergunta por que insisto nesse tema: cidadania, participação, responsabilidade. A resposta é direta: nada muda enquanto a sociedade não entender que democracia não é torcida organizada. É dever cotidiano. É ação continuada. É acompanhar, fiscalizar, propor, participar e permanecer.

O que vimos no Beiru confirma o que venho dizendo há muito tempo: o Brasil real começou a se mover. E quando cidadãos comuns decidem agir, o país começa a mudar. Esse movimento não depende de um líder, de um cargo ou de uma eleição. Depende de consciência para, antes de tudo, eleger-se cidadão participativo.

A escolha está nas suas mãos: assistir de longe ou participar de perto? Reclamar do país ou fazer parte dele?

O Brasil não vai mudar porque alguém prometeu. Vai mudar porque milhares de pessoas decidiram entrar em campo.

Pau na Máquina.

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