Presidente da Fundação Paulo Cavalcanti defende participação cidadã e fortalecimento do associativismo em palestra no Bahia Potência Empresarial 2026

Por: Fundação Paulo Cavalcanti

20/10/2026

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Paulo Cavalcanti destacou a responsabilidade dos empresários na construção de um ambiente econômico e social mais favorável ao desenvolvimento do país

Transformar a indignação em consciência cidadã e participação organizada foi a mensagem central levada pelo presidente da Fundação Paulo Cavalcanti, Paulo Cavalcanti, ao Bahia Potência Empresarial 2026 (BPE26), realizado nos dias 16 e 17 de outubro, no Centro de Cultura Cristã da Bahia (CECBA), em Salvador. O encontro reuniu cerca de 2 mil empresários e empreendedores para discutir gestão, empreendedorismo e desenvolvimento dos negócios.

Na palestra “Da Indignação à Consciência Cidadã”, apresentada no sábado (17), Paulo destacou a importância de ampliar o olhar dos empresários para além da gestão dos próprios negócios, reconhecendo seu papel na construção de uma sociedade mais participativa e de um ambiente institucional favorável ao desenvolvimento.

“A gente acha que vai resolver tudo da porta da empresa para dentro. Mas precisamos assumir o nosso eu responsável, o nosso eu atitude, o nosso eu transformador da porta para fora. Se não entendermos o que está acontecendo no Brasil, podemos comprometer até o futuro dos nossos negócios”, alertou.

Associativismo e consciência cidadã

A mensagem apresentada no evento está alinhada à atuação da Fundação Paulo Cavalcanti, que desenvolve iniciativas voltadas à educação cidadã, ao fortalecimento da sociedade civil organizada e ao estímulo à participação nas decisões de interesse coletivo.

Também presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais da Bahia (FACEB) e do Conselho Superior da Associação Comercial da Bahia (ACB), Paulo ressaltou que a classe produtiva reúne empresários, trabalhadores e prestadores de serviços, todos diretamente envolvidos na construção do desenvolvimento econômico e social.

Ao abordar a função social das empresas, chamou atenção para a necessidade de compreender melhor a carga tributária, acompanhar a aplicação dos recursos públicos e participar das organizações representativas.

“Não nos faltam dinheiro, instituições, liderança ou capilaridade; o que nos falta é consciência da nossa força”, afirmou, defendendo o fortalecimento das associações comerciais, sindicatos e cooperativas.

Paulo também lembrou a tradição associativista iniciada na Bahia em 1811 e ressaltou que a organização coletiva é fundamental para transformar a dimensão econômica da classe produtiva em capacidade de participação e representação.

“Não falta voto, falta convergência de força. O futuro do Brasil é da nossa conta. Precisamos assumir a democracia participativa”, enfatizou.

Uma mensagem que mobiliza

A palestra repercutiu entre participantes e organizadores do BPE26. Um dos idealizadores do encontro, Kleison Melo, destacou a importância de fortalecer os vínculos entre os empreendedores e suas entidades representativas.

“A maioria aqui precisa pegar essa provocação do Paulo de se associar. Mas também precisamos provocar as associações comerciais, CDLs e sindicatos. Precisamos mudar essa realidade e fortalecer as entidades”, afirmou.

A empresária Cícera Santos ressaltou a necessidade de transformar a reflexão em atitudes concretas. “Nós, enquanto empresários, temos que sair de trás do balcão das nossas empresas, ir para a ação e fazer nossa parte dentro dos municípios”, declarou.

Para a fisioterapeuta Bárbara Mercês, a mensagem reforçou a importância da participação coletiva. “A palestra abriu nossa mente sobre a importância de exercer a cidadania, ter voz e trabalhar juntos pelo município, pelo estado e pelo país”, afirmou.

Ao concluir sua participação, Paulo Cavalcanti reafirmou que a responsabilidade pelo futuro do país não se limita aos governos ou às instituições políticas, mas também envolve a atuação consciente e organizada da sociedade.

“Se não participarmos, se não fizermos nada e não entendermos que isso é da nossa conta, vamos sentir as consequências mais adiante”, concluiu.