Diretora executiva Cris Santos representou a instituição em encontro que reuniu academia, gestores públicos e representantes de organizações para discutir inclusão produtiva, geração de renda e desenvolvimento dos territórios
A Fundação Paulo Cavalcanti participou, na última sexta-feira (11), da Aula Magna da Especialização em Empreendedorismo e Gestão do Desenvolvimento Territorial, promovida pela Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em parceria com o Sebrae Bahia. A instituição foi representada pela diretora executiva Cris Santos, que também esteve presente em nome do presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado da Bahia (FACEB), Paulo Cavalcanti.
O encontro reuniu representantes da universidade, do poder público, do Sebrae, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e de outras instituições em uma discussão sobre os desafios e as oportunidades para o desenvolvimento dos territórios a partir do empreendedorismo, da geração de trabalho e renda, da articulação institucional e da valorização das capacidades locais.
A abertura contou com as participações do reitor da UFBA, João Carlos Salles; do secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos; do diretor-superintendente do Sebrae Bahia, Jorge Khoury; do diretor da Escola de Administração da UFBA, André Luís Nascimento dos Santos; do coordenador do PNUD na Bahia, Leonel Leal Neto; de Vinícius Lages, do Sebrae Nacional; e do coordenador-geral da especialização, João Martins Tude.
Ao longo da programação, os debates chamaram atenção para uma compreensão do desenvolvimento territorial que vai além do crescimento econômico isolado. Entre os temas abordados estiveram a necessidade de fortalecer as capacidades existentes nas comunidades, articular diferentes atores públicos e privados, valorizar as identidades locais e criar condições para que conhecimento e vocações territoriais sejam transformados em oportunidades econômicas.
A programação também incluiu a roda de conversa “Empreendedorismo e Desenvolvimento Territorial no Nordeste: desafios e oportunidades”, com representantes da academia, do poder público, do PNUD e do Sebrae. Entre as reflexões apresentadas esteve a necessidade de pensar o empreendedorismo de forma crítica e conectado às características de cada território, às redes de cooperação e às políticas públicas.

Inclusão produtiva e transformação dos territórios
Para a Fundação Paulo Cavalcanti, essa discussão possui relação direta com experiências já desenvolvidas pela instituição, entre elas o Projeto Marsúpio, voltado à inclusão produtiva de mulheres por meio da formação, do empreendedorismo e da criação de oportunidades de geração de renda.
“Quando fortalecemos uma mulher empreendedora, não estamos olhando apenas para um negócio. Estamos contribuindo para movimentar a economia local, valorizar saberes e talentos, fortalecer vínculos comunitários e ampliar as possibilidades de desenvolvimento de todo um território. É por isso que acreditamos em uma inclusão produtiva que vá além da capacitação. É preciso criar condições para que conhecimento, criatividade e vocações locais se transformem em trabalho, renda, autonomia e desenvolvimento sustentável”, destacou Cris Santos.
A economia criativa também esteve entre os pontos relacionados pela Fundação ao desenvolvimento territorial. A experiência acumulada em iniciativas comunitárias reforça a importância de reconhecer cultura, identidade, conhecimentos e capacidades de criação como ativos capazes de gerar oportunidades econômicas, sem perder a ligação com as características de cada comunidade.
Nesse sentido, a participação na Aula Magna também representou uma oportunidade de aproximar experiências desenvolvidas no território das reflexões produzidas no ambiente acadêmico, fortalecendo o intercâmbio entre conhecimento, políticas públicas e práticas de inclusão produtiva.
A Especialização em Empreendedorismo e Gestão do Desenvolvimento Territorial tem 360 horas de formação, distribuídas ao longo de 18 meses, e propõe preparar profissionais para compreender os desafios dos territórios, estruturar projetos, mobilizar redes e desenvolver soluções voltadas à geração de trabalho e renda e ao desenvolvimento sustentável.