Encontro da CUFA em Feira de Santana fortalece parcerias e amplia atuação da Fundação Paulo Cavalcanti na região

Por: Fundação Paulo Cavalcanti

30/03/2026

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Projeto Marsúpio avança com adesão regional e encontro consolida articulação entre instituições para inclusão produtiva e desenvolvimento coletivo
Foto: Nelson Santiago

A Fundação Paulo Cavalcanti participou, no dia 27 de março, do I Encontro sobre Cooperativismo, Associativismo, Empreendedorismo, Economia Solidária e Negócios, realizado em Feira de Santana, consolidando novas parcerias e ampliando sua presença na região.

O evento, promovido pela Central Única das Favelas (CUFA), reuniu lideranças institucionais, representantes do setor produtivo, empreendedores e organizações da sociedade civil em torno de um propósito comum: fortalecer a cooperação como instrumento de desenvolvimento econômico e social.

Representada pela diretora executiva, Cris Santos, a Fundação destacou sua atuação voltada à inclusão produtiva e ao fortalecimento da inteligência cidadã, com ênfase em iniciativas que promovem autonomia econômica, especialmente entre mulheres em situação de informalidade.

“Estar aqui hoje falando desse tema central, associativismo, cooperativismo, desenvolvimento de negócios, é cumprir a missão da Fundação Paulo Cavalcanti, que trabalha com a inclusão produtiva, com a inclusão de mulheres que estão na informalidade, para que juntos a gente possa transformar o nosso país. Não há desenvolvimento social e sustentável sem a união, sem a cooperação, sem a atitude de cada um de nós, cidadãos brasileiros, olhando um para o outro como potência.”

Durante o encontro, foi evidenciada a forte adesão ao Projeto Marsúpio, iniciativa da Fundação que tem como foco a inclusão produtiva e o apoio estruturado a empreendedores informais. A receptividade ao projeto em Feira de Santana sinaliza um movimento concreto de expansão territorial.

De acordo com o coordenador da CUFA Feira de Santana, Evaldo Alves, o projeto já mobiliza a região e deve avançar para outros municípios do entorno. Ele destacou que a iniciativa vem sendo acolhida com grande interesse por empreendedores locais e parceiros institucionais, consolidando um ambiente favorável à sua implementação e fortalecendo uma rede de atuação conjunta.

“Aqui nós temos instituições de todos os segmentos, que cuidam do trabalho, emprego, renda. Nós temos instituições aqui que falam da questão da fome, empreendedorismo, fomento, banco, a Fundação Paulo Cavalcanti. Todos olhando para os menos favorecidos para que eles possam ser gigantes. E é isso que nós queremos. A gente quer que essa transformação chegue, com todo mundo produzindo.”

A articulação construída durante o evento já aponta desdobramentos para municípios como Ipirá, Coração de Maria, Irará e Cachoeira, além de outras localidades da macrorregião de Feira de Santana, que reúne mais de 28 municípios.

Com a participação de mais de 20 instituições parceiras, o encontro consolidou uma rede de cooperação comprometida com o desenvolvimento local, reforçando o papel da Fundação Paulo Cavalcanti como agente de transformação por meio da educação cidadã, da inclusão produtiva e do fortalecimento de iniciativas coletivas.

Cooperação como base do desenvolvimento

Ao longo da programação, as falas convergiram para um ponto comum: o desenvolvimento sustentável exige cooperação, organização coletiva e participação ativa da sociedade.

Para o presidente da FAEB/SENAR, Humberto Miranda, esse entendimento precisa ser construído desde a base.

“Os municípios deviam colocar como matéria obrigatória no ensino fundamental para a gente aprender desde pequeno associativismo, cooperativismo e sindicalismo. Porque talvez o sentimento mais nobre dentro de uma sociedade seja o sentimento de cooperação, aquele sentimento de quando a gente precisa do outro, a gente bate na porta do nosso vizinho e sabe que vai contar com ele. Quando o problema aparece na nossa comunidade, a gente entende que ele não é só meu, ele é de todos nós. E isso precisa ser aprendido.”

Na mesma linha, o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Feira de Santana, Genildo Melo, destacou a importância de superar o individualismo como condição para o fortalecimento coletivo.

“Eu bato muito nessa tecla de saímos do individualismo e participarmos do associativismo, do cooperativismo, dos sindicatos, justamente para termos força, termos voz e representatividade.”

A experiência prática do cooperativismo no campo foi ressaltada por Luiz Alberto Falcão, presidente da Cooperfeira.

“Eu digo que no campo o cooperativismo já começa quando você faz farinha e junta um grupo de pessoas para fazer essa farinha, para bater feijão e outras atividades. Então, eu parabenizo e digo que precisamos ter mais reuniões desse tipo.”

Da articulação institucional à transformação local

A representante do Banco do Nordeste, Fabiana Neiva, destacou a importância do conhecimento territorial para o avanço coletivo.

“Nós temos debruçado nossos esforços para apoiar iniciativas locais e isso só é possível a partir do conhecimento territorial. Quando a gente conhece a nossa realidade, quando a gente sabe os nossos gargalos, os nossos problemas, a gente consegue se associar e caminhar junto. A gente sabe a dificuldade que existe em caminhar junto, mas a gente sabe que quando a gente caminha junto, a velocidade é muito maior. O avanço é maior.”

Do ponto de vista dos trabalhadores rurais, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Feira de Santana, Adriana Lima, reforçou a importância da integração.

“Queremos sim, uma agricultura desenvolvida, nossa zona rural com desenvolvimento concreto, e não só com a questão de produzir. Queremos saúde com dignidade, queremos educação verdadeiramente para que os nossos filhos sejam cidadãos conhecedores da verdade. Não é necessário a gente sair do meio rural para alcançar o desenvolvimento. Queremos oportunidade digna para que isso chegue para nós com avanço e que isso possa crescer com atitude plena.”

Entre os participantes, empreendedores locais também destacaram os impactos práticos do encontro. A beijuzeira Lismara de Jesus Silva Souza avaliou positivamente a experiência.

“O evento foi muito bom para trazer conhecimento e nos desenvolvermos mais ainda. Principalmente pra conhecer órgãos parceiros para desenvolver nosso produto.”