Os bons exemplos estão entre nós; mas eles não podem lutar sozinhos
Na última semana, o Brasil parou para acompanhar mais uma megaoperação contra o crime organizado. Com inteligência e determinação, servidores públicos atuaram para combater esquemas de contrabando, adulteração, sonegação e lavagem de dinheiro que drenam bilhões dos cofres do Estado. Casos que mostram como as facções estão cada vez mais capacitadas a se infiltrar em instituições e setores formais da economia, corrompendo atividades que deveriam servir ao desenvolvimento da nação.
Essa mesma operação, no entanto, revela uma verdade essencial: não estamos sozinhos. Por trás das investigações, denúncias e decisões, existem pessoas que, muitas vezes em silêncio e sob risco de vida, se dedicam a proteger a sociedade, as instituições e o Estado Democrático de Direito.
Juízes que resistem a pressões. Policiais federais, civis e militares que enfrentam o crime, inclusive dentro das próprias corporações. Procuradores que expõem redes de corrupção. Parlamentares que, apesar das diferenças ideológicas, conseguem se unir em pautas comuns — pautas de nação — diante de crises graves como a da segurança pública e jurídica.
É claro que, como em todas as áreas, existem também os desonestos. Isso é inerente à condição humana. O que pode conter esse desvio é a racionalidade adquirida pela educação, pela consciência cidadã e pela legislação. Mas não podemos esquecer que há uma maioria honesta, e são estes que mantêm de pé as bases da nossa sociedade. Homens e mulheres que sustentam, com coragem, a esperança de que o Brasil pode superar a criminalidade e a corrupção.
Mas há um limite: eles não podem lutar sozinhos. Nenhuma operação, nenhum julgamento, nenhuma lei terão força suficiente sem o apoio de uma sociedade desperta e consciente. É urgente formarmos uma massa de cidadãos que compreenda a importância de participar, apoiar, cobrar e construir.
O Brasil nunca precisou tanto de cidadãos com valores, dignidade e coragem. Esses bons exemplos já existem, mas precisam de algo ainda maior: o apoio de uma população consciente, que desperte sua Inteligência Cidadã e ajude a transformar esperança em mudança real, fortalecendo instituições e valores sociais — sobretudo a participação de cada um de nós.
Porque, no fim, a luta contra o crime não é apenas deles. É de todos nós.
Vamos refletir juntos e… Pau na Máquina!!!